Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 04/10/2012

Economista inglês afirma que há alternativas para o sistema financeiro global

Sir Richard Jolly durante sua palestra na conferência em Guarulhos. Foto: Marcelo Schneider/WCC

A conclusão de que crise financeira e econômica atual é desnecessária e que a Europa precisa aprender lições de países emergentes está entre os principais pontos compartilhados por Sir Richard Jolly, da Inglaterra, durante uma conferência global sobre a nova arquitetura econômica e financeira, que acontece em Guarulhos, Brasil, ao longo desta semana.

Jolly, que foi diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento (IDS) da Universidade de Sussex, Reino Unido, por quase uma década, descreveu o contexto global atual como "a bagunça em que estamos”, apontando para números e análises que ilustram seu diagnóstico acerca da falta de governança na maioria dos países do mundo hoje.

"A causa de muitas das nossas dificuldades é que a economia global afastou-se muito dos sistemas de governança inetrnacionais", disse ele, enquanto apresentava um livreto produzido recentemente por ele e outros 11 economistas britânicos e cientistas sociais chamado “Be Outraged” (Sinta-se Indignado).

A vasta experiência de Jolly em organizações internacionais diplomáticas, como a UNICEF e a Comissão das Nações Unidas para Planejamento do Desenvolvimento, tem sido um trunfo na conferência promovida pela Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas  em parceria com o Conselho Mundial de Igrejas e o Conselho para Missão Mundial , que está reunindo cerca de 60 economistas, teólogos, ativistas contra a pobreza e cientistas sociais, em Guarulhos.

"O professor Jolly está certo ao enfatizar que uma nova arquitetura internacional não deve se restringir ao FMI e ao Banco Mundial, mas tem que incluir as Nações Unidas e suas agências", afirmou Dr. Stephen Brown, da diretoria da Associação Mundial para a Comunicação Cristã . "Ela precisa abranger as instituições globais que regulam as tecnologias de informação e comunicação que representam o centro nevrálgico para a arquitetura financeira atual”, concluiu.

Jolly ainda ressaltou a importância do desafio apresentado aos participantes da conferência: "A construção de uma nova arquitetura significa mais do que uma reforma institucional", disse ele, "mas também a criação de uma rede alternativa que afirme valores de justiça e e desafie a injustiça", acrescentou.

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