Publicado por José Geraldo Magalhães em Expositor Cristão, Jovens, Mídia, Educação | 04/06/2014 às 11:11:50


Artigo: Sexualidade segundo Deus


fonte: Pr. Augusto Piloto Silva Jr. 
Igreja Metodista Central em Aracaju/SE
 
Muitas reflexões já foram feitas observando o papel e a complexidade da sexualidade. Na espécie humana, a sexualidade é um estado constante e vai além da reprodução. Envolve fatores éticos, culturais, psicológicos, afetivos e o prazer. Como viver uma sexualidade saudável se os relacionamentos não forem saudáveis? Vivemos uma época de grandes desafios para os relacionamentos. As pessoas estão desejosas por bons relacionamentos, no entanto não querem ou não estão dispostas a assumir os riscos e encargos deles.
 
O sociólogo Zygmunt Bauman escreve sobre a destruição e substituição dos sólidos pelos líquidos. As relações são mais descartáveis, portanto podem ser colocadas de lado a qualquer momento. Os relacionamentos se orientam com base nas emoções, sensações, levando à frustrações e intolerância. Afinal, o prazer é uma busca imediata. Limites morais foram destruídos. 
 
A sexualidade está na vida cotidiana por meio de propagandas, entretenimento, músicas, danças e outros aspectos que muito tem enfatizado o lado erotizante. O prazer sexual deixa de ser a coroa do relacionamento conjugal para ser um fim em si mesmo, sem nenhum compromisso.
 
Há enormes desafios para viver uma sexualidade e relacionamentos saudáveis quando uma sociedade pressiona para romper limites morais 
e as pessoas se entregam na busca desenfreada pelo prazer. O que era impróprio no passado é aceito hoje com naturalidade. O erotismo entra nos lares de forma “normal”. Emissoras de TV, no período do carnaval, exibem várias vezes ao dia, mulheres seminuas dançando. Crianças estão sendo expostas diariamente a essa erotização. As famílias estão sendo doutrinadas para essa “normalidade”.
 
A cultura diz que o prazer sexual não está restrito ao casamento, pode ser adquirido buscado de várias formas. A prostituição já foi reconhecida como profissão. O sexo antes do casamento é considerado normal e necessário. O adultério adquiriu uma nova roupagem: agora ele também pode ser virtual.
 
Um portal americano divulgou uma pesquisa realizada entre os/as evangélicos/as denominada “O Crente e o Sexo”. O resultado foi que 11,96% das mulheres e 24,68% dos homens afirmaram terem traído seus cônjuges. No Brasil, desde 2005 o adultério não é mais considerado um crime. Não que o fato de ser considerado crime pudesse impedir uma pessoa de magoar seu cônjuge, de destruir uma família, de causar uma grande dor e humilhação. Os relacionamentos estão enfermos, a sexualidade está doente.
 
A consequência disso, são pessoas isoladas e solitárias que se propõem à aventuras momentâneas, buscando um prazer que não estabelece vínculos ou compromissos. O que aconteceu com o amor “até que a morte nos separe”? Segundo Catherine Jarvie, “as relações são de bolso”, de curta duração, sem exigências e instantâneas.
 
Devemos ver a sexualidade muito além dos impulsos sexuais e da busca pelo prazer. É algo que transcende o contato físico. O casal desfruta de uma intimidade profunda, de uma entrega não apenas dos corpos e sim, de todo o ser (corpo, alma e espírito). Quando o casal não vive um bom relacionamento interpessoal, consequentemente isso afetará sua vida sexual.
 
As disfunções sexuais se apresentam nas dificuldades de se relacionarem. Assim, pode haver falta de interesse, impotência, frigidez, ejaculação precoce etc. Não há como usufruir de uma relação sexual satisfatória se o casal não está se relacionando bem. Pode-se até tentar fingir inicialmente, mas não por muito tempo.
 
Um bom relacionamento conjugal proporcionará um bom relacionamento sexual. Uma sexualidade centrada no outro proporcionará inevitavelmente a satisfação do casal. O sexo é o aspecto central ligado profundamente a outros aspectos do relacionamento. Estes dois aspectos — físico e mental, estão tão entrelaçados que um problema em uma das áreas influencia a outra.
 
A sexualidade foi criada por Deus e tudo que Deus fez é bom. O exercício da sexualidade segundo a orientação de Deus, redundará em uma vida sadia e feliz em todos os aspectos da nossa existência. Rendamos ao Senhor louvor e gratidão por essa grande bênção. 
 
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