Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 03/09/2012

Expositor Cristão traz reportagem sobre o Encontro Nacional de Pastoras/es

 

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Após o Encontro Nacional de pastoras e pastores metodistas, a visão do discipulado ganhou mais nitidez. Foi possível consolidar conceitos e alinhar estratégias para fortalecer a identidade, gerar compromisso e crescimento. Este é o caminho que a Igreja Metodista quer trilhar e o corpo pastoral se mostrou unido e motivado.

Os 1.034 pastores/as de todo o Brasil compartilharam expe­riências, reencontraram amigos/as e foram encorajados com as pregações do bispo Raul Garcia, da Igreja Metodista no México. O evento contou com seminários, oficinas, cultos e momentos de reflexão. Foi o maior encontro entre o corpo pastoral da Igreja Metodista realizado no Brasil. “Estamos mais unidos/as, renovados/as e com muito mais ânimo para a Obra do Senhor”, se alegra a revda. Emília Mitsuda (6a Região).

Além dos momentos alegres de comunhão, os pastores/as foram confrontados pela ministração da Palavra. Foi apresentada uma estatística que acende uma luz de alerta. De acordo com o bispo Raul Garcia, apenas 30% dos ministros/as metodistas permanecem no ministério até o fim. “Ser pastor/a não é uma profissão! Não somos atores! Estamos desenvolvendo um chamado do Senhor! Precisamos ter zelo, honra, santidade, ser exemplo em amor, fé e fidelidade. Não há invencíveis!”, destacou o bispo Raul.

O corpo pastoral da Igreja Metodista foi desafiado a ter um comportamento balizado na Palavra. Os pastores/as com mais tempo de caminhada foram chamados a incentivar e ajudar quem está começando. “Esta dinâmica foi muito importante. Barreiras caíram. Nós, pastores/as mais antigos/as, temos experiência para colaborar, mas também muito a aprender com os/as pastores/as mais novos”, comentou o rev. Euler de Oliveira (5a Região).

Compromisso
Uma das reflexões do Encontro abordou o tema da família. Em muitos ministérios, o/a pastor/a dedica tempo e atenção ao trabalho, igreja, líderes, programações e deixa filhos/as e cônjuge em segundo plano. Foi ensinado que a família deve ser sempre a primeira célula de um pastor ou pastora. A mensagem trouxe quebrantamento entre os participantes. Eles/as pediram perdão pelas falhas e se comprometeram a mudar o comportamento.

“A família é a célula principal do discipulado. Se eu não estiver em sintonia com Deus e a família, como vou cuidar da Igreja do Senhor?” questiona a revda. Lunalva Ribeiro (Rema). A revda. Fabiana Oliveira (3a Região) ressalta que muitos cônjuges e principalmente filhos/as de pastores/as sofrem com a falta de cuidado. “Fomos impactadas/os com esta mensagem”.
A falta de zelo devocional, desleixo no preparo das pregações, omissão nas visitas, vida sem santidade e outros erros entre pastores/as foram apontados no Encontro Nacional. Diante da mensagem, os/as participantes renovaram o compromisso ministerial e reafirmaram a responsabilidade de constante capacitação e renovo espiritual.

“Que momento especial! Realmente se não estivermos preparados e não investirmos em nós mesmos, na missão, espiritualidade, capacitação e intelectualidade, teremos sérias dificuldades para enfrentar os desafios do ministério”, confessa o rev. Alcides Alexandre Barros (3a Região).
Competitividade entre pastores/as foi outro tema abordado. O bispo Raul Garcia lembrou que só existe uma igreja e que todos/as devem ser cooperadores uns dos outros. “Muitas vezes, pastores/as procuram ter um rebanho maior, olham para a igreja do/a colega ao invés de ter unidade e comunhão. Precisamos exercitar a unidade do corpo pastoral”, pondera o rev. Ricardo Ribeiro (5a Região).

Encontro
Os momentos de música do Encontro Nacional foram conduzidos por uma equipe formada por pastores/as de várias Re­giões. Até um coral foi formado durante o evento. “Foi indescritível fazer parte deste grupo tão afinado. A pedido do Colégio Episcopal promovemos uma liturgia leve, com testemunhos e mais participação espontânea das pessoas. Foram momentos maravilhosos”, compartilha o coordenador do Departamento Nacional de Música e Arte, rev. Edson Mudesto (1a Região).

O Ministério Projeto Adoradores, liderado pelo músico e pastor Sóstenes Mendes, também conduziu os participantes em louvor e adoração. “Ministerialmente tive a oportunidade de conhecer um pouco mais a Igreja Metodista e de ter comunhão com bispos/a e pastores. Foi um tempo de buscar ao senhor, receber a Palavra e ser edificado. Há um grande mover do Espírito de Deus nesta igreja”, afirma o pr. Sóstenes.

Capacitação
O Encontro ofereceu cinco seminários e seis oficinas. Os/as pastores/as escolhiam onde participar. O rev. Rafael de Aguiar (1a Região) optou pela temática da pastoral urbana. “Foi muito rico! Pude compreender mais o assunto e projetar estratégias para atuar neste contexto”. Para o rev. José Tarcísio Ribeiro (4a Região) os seminários e oficinas mostraram que é possível fazer mais. “Só precisamos nos esforçar e estimular a criatividade”, define.

O rev. Rui Sérgio (Remne), ressalta a importância da capacitação do corpo pastoral. “Vivemos em um mundo que exige contextualização para alcançar pessoas em várias camadas da sociedade. Os temas apresentados no Encontro foram muito consistentes”, afirma. Uma das oficinas mostrou como evangelizar nas redes sociais. Durante os debates, surgiu a ideia da rea­lização do primeiro encontro nacional de blogueiros metodistas. “Participei das discussões e pude ser muito enriquecido. Creio que se John Wesley vivesse em nosso tempo, diria que o mundo on-line também é sua paróquia”, acrescenta o rev. José do Carmo da Silva (5a Região).

Alguns pastores aproveitaram o Encontro Nacional para rever amigos do futebol. Um campeonato foi organizado entre as Regiões. Os pastores do Rio de Janeiro foram os cam­peões. “É para todos entenderem que somos iguais! Precisamos estar juntos e também ser pastoreados. Este momento mostrou o quanto é bom estarmos em união”, disse o rev. Claudio Costa Filho (1a Região).

Discipulado
Nos seminários, cultos e oficinas o discipulado foi trabalhado como prioridade. Todas as Igrejas Metodistas são desafiadas a adotar esta dinâmica. Investiu-se tempo para mostrar como conciliar o discipulado com a Escola Dominical e a estrutura de Dons e Ministérios. “O 19o Concílio Geral definiu a igreja que nós queremos: de discípulas e discípulos nos caminhos da missão. Este encontro tem apontado esta direção à igreja”, define o bispo Carlos Alberto Tavares (Rema).

O embasamento do discipulado está no ministério de Jesus. Exercitar esta dinâmica na vida da igreja vai ao encontro do cumprimento da grande comissão apresentada em Mateus 28.18-20. Para John Wesley “a igreja não muda o mundo quando gera convertidos, mas quando gera discípulos/as”. No discipulado, os relacionamentos devem ser intermediados por Cristo. Desta forma, não se trata de uma ferramenta e sim de um estilo de vida.

“Esta compreensão é importante, especialmente para o corpo pastoral. O discipulado cria um ambiente propício para a eficácia das ferramentas. Cada igreja local encontrará suas estratégias”, explica o bispo Luiz Vergílio (2a Região). O rev. José Pontes Sobrinho (4a Região) participou das discussões sobre o tema. Para ele, a Igreja Metodista está desenvolvendo metodologias dentro de uma eclesiologia e teologia wesleyanas. “Este é caminho que certamente trará bons resultados”, afirma o pastor.

Resultados
O rev. Emanuel Siqueira da Silva (6a Região) compartilhou a experiência com discipulado em Mandaguari-PR. Um dos destaques do seminário foi a necessidade da compreensão da visão como estilo de vida e não como uma ferramenta. “Assimilar este conceito é essencial e pode demorar um pouco de tempo. Formar uma cultura nova, que envolva o discipulado, muitas vezes leva uma geração. Mas, a avaliação que fazemos da caminhada dos últimos doze anos é muito positiva”, compartilha.    

Em Cascavel-PR a implantação do discipulado teve desafios e demorou. De acordo com o rev. Reginaldo Franco do Paraízo, a comunidade passou por várias dificuldades, mas os resultados são incontestáveis. “Temos hoje 70 células e uma igreja ativa por causa da tarefa de ser e fazer discípulos/as. O aumento de quantidade e qualidade tem sido excepcional”.

“Estamos vivendo um momento novo, não só em algumas Regiões, mas no Brasil como um todo. Discipulado hoje é um estilo de vida que está cada vez mais presente na vida do/a metodista. Alguns/mas estão um pouco mais a frente, outros estão chegando, mas, de forma geral, as dificuldades do passado já foram superadas”, avalia o rev. Edinei Reolon (5a Região).

Durante os momentos de reflexão sobre discipulado, alertas foram ressaltados e os pastores receberam instruções específicas. “Os debates foram essencias. Minha preocupação é quando se faz o discipulado pensando no resultado numérico e não no bem estar humano. Não podemos perder a visão original do discipulado”, declara o rev. Celso Rodolfo Bessa (1a Região).

O Encontro Nacional de Pastoras e Pastoras acontece no ano seguinte ao o Concílio Geral ordinário. Esta edição foi no SESC de Guarapari-ES, entre os dias 14 e 17 de agosto.

fonte: Rev. José Geraldo Magalhães e Marcelo Ramiro - Jornal Expositor Cristão

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