Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 20/09/2013

reflexão QUE TIPO DE IGREJA QUEREMOS?

Que tipo de igreja queremos?


Palavra Pastoral com vistas ao Concílio  Geral


Meus irmãos e minhas irmãs gostaria de falar um pouco sobre o tipo de Igreja que queremos. Por quê razão esse assunto me preocuparia? Pelo que tenho vivido e visto nesses 34 anos de Ministério Pastoral na Igreja Metodista, Igreja onde viveram meus avós, vivo eu e meus filhos e espero, meus netos. Há momentos que penso estar em duas ou mais igrejas diferentes na mesma Igreja Metodista. Como pastor tenho vivido os dois lados da moeda. A Igreja Instituição pela qual tenho o dever pastoral de zelar enquanto Pastor Metodista e a Igreja Povo, a igreja do dia-a dia. A Igreja gente, a Igreja local, como dizemos em nossos documentos. Queridos, tenho percebido que em várias coisas existem conflitos entre a Igreja Instituição e a Igreja Povo (Local). Isso é muito sério e atrapalha a caminhada da Igreja em todos os sentidos. Por que? Porque havendo conflitos todo o conjunto será atingido, podendo até ser danificado.

Nós que lidamos com Informática sabemos ilustrar isso muito bem. Se houver conflitos entre um programa que instalamos e o sistema de nossa máquina, toda a máquina ficará comprometida. Às vezes não há nem como trabalhar assim. Mas voltemos ao assunto: Se há conflitos entre a Igreja Instituição Igreja Local onde estaria a causa? Na minha visão a Igreja local está procurando mudar como agente de transformação que é, mas por outro lado estamos mantendo uma instituição que carece urgente de reformas (Mudanças).

Mas não temos mudado? E o programa Dons e Ministérios? Sem dúvida houve alguns avanços sim. Graças a Deus apesar da resistência de alguns que teimam em funcionar como se fossem uma Igreja das antigas comissões, o programa funcionou. Porem ainda estamos muito tímidos. Existem algumas coisas que precisamos mexer, mas temos medo de mexer, temos medo do novo. No fundo estamos vivendo também em conflitos. Queremos uma Igreja diferente. Mas não temos coragem de ser diferentes.

Há mais de trinta anos acompanho as eleições de delegados aos Concílios Gerais da nossa Igreja. Quase não vi mudança substanciais na composição dessas delegações. São sempre as mesmas pessoas que se revezam entre si. Você percebe onde começa o conflito? É claro que nas Igrejas locais. Como? São os Cânones que dizem coisas que não podemos aceitar como Igrejas Locais. Ninguém está autorizado a dizer isso. Temos de obedecer aos nossos Cânones e nós os Pastores temos o dever de fazer cumprir os Cânones nos limites de nossa nomeação. Nas Igrejas locais são eleitos os delegados  aos Concílios Regionais que elegerão as delegações para o Geral onde as Leis são feitas ou reformuladas, conforme o caso. Eu pergunto: Estamos elegendo pessoas que sabem o que precisamos? São pessoas identificadas com a caminhada diária de nosso povo? Se as delegações ao Geral não mudam é porque não estamos sabendo eleger nossos delegados nas Igrejas locais. Por isso os conflitos. Vamos ter um documento diferindo de nossa maneira de pensar. Ai eu defendo sim. Querendo ou não temos que cumprir o que prescreve os nossos Cânones. Se não falam o que precisamos é porque não soubemos faze-lo.

Estamos nos preparando para mais um Concílio Geral. Como estamos? Vamos eleger uma delegação que terá condições de enfrentamentos no mesmo e provocar mudanças ou vamos eleger a mesma que se reveza há anos? Isso tem de ser diferente agora, a partir das Igrejas locais elegendo gente identificada com nossas Igrejas locais para não mais termos o dissabor de conviver com esses conflitos que tantos males têm causado à nossa querida Igreja metodista.

Uma delegação assim terá as condições de colocar em votação ou fazer colocar em votação algumas coisas que estão pendentes há anos. Precisamos disso. Não vou dizer aqui para não polemizar. Mas são posicionamentos que terão de ser tomados. Não nos conformemos. Mas transformemos pela renovação de nossas mentes. Façamos isso mudando as nossas delegações ao Geral a partir da Igreja local. Assim seja. Amém

Rev. Jesué Francisco da Silva
 


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