Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 20/09/2010

Um alerta: Votar de maneira consciente

Estamos às vésperas de uma eleição e não adianta só orar; é preciso agir.
Temos de votar de maneira consciente, pois existem projetos de leis tramitando tanto no Congresso Nacional como nas Assembléias Legislativas com o intuito de frear o crescimento da Igreja e violentar princípios cristãos e democráticos.

Querem aprovar o casamento gay, aborto, limitar a liberdade de imprensa, legalizar a prostituição, a maconha, a invasão de propriedades rurais e urbanas, e até mesmo distribuir camisinhas nas escolas. Não podemos apoiar isto.

Somos livres para votar em quem quisermos, mas como diz a propaganda, voto tem conseqüência.    Para um voto consciente é preciso antes conhecer o sistema eleitoral. Existem dois sistemas eleitorais no Brasil: o majoritário e o proporcional.

Os cargos de Presidente, Governador e Prefeito são escolhidos pelo sistema majoritário, isto é, são considerados vencedores aqueles que tiverem o maior número de votos. Os senadores também são eleitos pelo sistema majoritário e este ano  os dois mais votados serão os eleitos, pois deverão ser eleitos dois em cada estado.
Pelo sistema proporcional são eleitos os vereadores, os deputados federais e os estaduais. De acordo com a legislação em vigor os deputados federais são eleitos por estado. Cada estado tem uma representação proporcional à sua população, porém com o número mínimo de 8 e máximo de 70 deputados no estado, totalizando 513 cadeiras.

Na Assembléia Estadual o número de deputados estaduais também é proporcional a população do estado e definida por lei.
Nestas duas eleições do sistema proporcional o seu voto vai primeiro para o partido e só depois para o candidato.

Após a eleição, o número de votos válidos (sem brancos e nulos) é dividido pelo número de vagas, o resultado desta divisão é o quociente eleitoral, que é o número de votos necessários para eleger um deputado federal ou estadual.

A seguir, a soma do número de votos de cada partido é dividida pelo coeficiente eleitoral para determinar o número de vagas que cada partido terá direito. Dentro de cada partido então serão considerados eleitos os que tiverem maior número de votos, pela ordem.
Assim, é preciso muito cuidado na escolha de seu candidato, pois seu voto pode estar ajudando a eleger outro candidato do mesmo partido.

Por isso os partidos prezam e buscam uma grande quantidade de candidatos e não a qualidade, pois existindo um maior número de candidatos eles podem amealhar votos que vão ajudar a eleger os “figurões” do partido.

É por este motivo que explorando a vaidade das pessoas existem tantos candidatos de comunidades, grupos profissionais, artistas, atletas e também religiosos, clérigos e lideres leigos.

Mesmo os Tribunais Eleitorais tendo barrado um grande número de candidatos de todos os partidos, o número de candidatos é muito grande.

O Estado do Rio tem 46 vagas na Câmara Federal e 928 candidatos. Já a Assembléia Legislativa tem 70 vagas de deputados estaduais disputadas por 1.848 candidatos.

Nunca em nossa história precisamos estar tanto diante da orientação de Deus com relação à escolha de nossos representantes, pois existe uma verdadeira tentativa de impor a filosofia do desconstrutivismo pelo decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).

Que Deus oriente cada um de nós, e que possamos exercer esse direito votando com consciência, a fim de que nosso voto contribua para o bem de toda a população.


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