Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral, Administração | 13/09/2013 às 23:42:52


6ª Ênfase Missionária da Igreja Metodista


6ª Ênfase:

Promover maior

comprometimento e

resposta da Igreja ao

Clamor do Desafio Urbano.


O Plano para a Vida e Missão da Igreja (PVM) sublinha: "há necessidade de conhecer o bairro, a cidade, o campo, o país, o continente, o mundo e os acontecimentos que os envolvem, porque e como ocorrem e suas consequências. Isto inclui conhecer a maneira como as pessoas vivem e se organizam, são governadas e participam politicamente, e como isto pode ajudar ou atrapalhar a manifestação da vida abundante. A missão acontece quando a Igreja sai de si mesma, envolve-se com a comunidade e se torna instrumento da novidade do Reino de Deus (Mateus 4.16-24; 2.18-20). À luz do conhecimento da Palavra de Deus, em confronto com a realidade discernindo os sinais do tempo, a Igreja trabalha, anunciando os dramas do nosso povo".
O PVMI desafia a Igreja a fazer uma leitura de conjuntura e, igualmente, estar atenta aos sinais dos tempos, a fim de que a mensagem do Evangelho tenha ressonância prática no momento histórico que vivemos.Nesta leitura de cenário, a questão urbana é de extrema importância levando-se em  consideração que os indicadores apontam que cerca de 90% da população brasileira concentra-se nas áreas urbanas. Isto significa que o Brasil, hoje, tem a sua configuração urbana e isto é um fenômeno irreversível. Sem dúvida, a concentração urbana traz no seu bojo os mais variados problemas estruturais e, consequentemente, sociais. Grandes problemas afetam a população urbana em setores essenciais, por exemplo, saúde, educação, habitação, transporte. A dignidade do ser humano, cada dia mais, é ameaçada pela violência estrutural, conjuntural e pessoal, presente nas diversas esferas deste contexto.Verifica-se, ainda, o crescimento do bolsão de pobreza nos principais centros urbanos de nosso país. Esta rápida consideração é suficiente para alertar sobre a urgente necessidade de uma evangelização que possa focar os seus olhares para a realidade urbana do nosso país. Ou seja, uma mensagem da boa notícia do amor de Deus para a realidade da cidade com seus desafios e oportunidades. Há necessidade de uma pastoral urbana marcada pelo acolhimento e pelo comprometimento com os dramas do nosso povo que experimenta "na pele" as rachaduras de um sistema excludente e sem acesso aos bens fundamentais para uma sobrevivência digna, em consonância com os valores do Reino de Deus. Johannes Blayw afirma que: "a obra missionária é como um par de sandálias dado à Igreja para que essa se ponha a caminho". As trilhas do mundo urbano exigem uma Igreja acordada 24 horas - a fim de que a prática missionária da comunidade possa ter ressonância frente aos graves problemas sociais decorrentes do crescimento desordenado deste modo de ser da sociedade.Do mesmo modo, Sérgio Lyra, em seu livro: "Cidade para a glória de Deus" faz uma  afirmativa desafiadora: "A Igreja de Jesus não está na cidade. Ela vive a cidade, seus problemas, e também sofre as consequências da loucura criativa que a vida urbana pecaminosa produz.}Como povo com uma missão, é preciso desenvolver pela cidade o mesmo amor e compaixão que foram vivenciados por Jesus, que chorou ao constatar a perversidade dos seus habitantes (Lucas 13.14). Viver na cidade não significa absorvê-la nem cruzar os braços diante dos seus gigantescos problemas, mas entendê-la, e ao participar de suas redes de criação e relacionamentos, ser o seu sal e a sua luz (Mateus 5.13-16)".
Espera-se que este eixo missionário possa gerar nas igrejas locais um testemunho vigoroso da graça de Deus em termos de evangelização, testemunho e serviço diaconal, à semelhança de Jesus: "vendo eles as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor" (Mateus 9.36).

Objetivos

o Desafiar a criação de projetos na área urbana no contexto de uma Igreja de Dons e Ministérios.
Desafiar as igrejas a elaborar projetos pastorais fortalecendo a vida familiar, abrindo os espaços dos lares para oração, comunhão, partilha, evangelização e serviço.
Conscientizar sobre os novos desafios com relação à família, orçamento doméstico, violência contra a mulher e trabalho infantil que precisam ser trabalhados pela Igreja, analisando o contexto social onde a igreja está inserida, desenvolvendo projetos de acolhida, transformação social e evangelização.
Desafiar a igreja a fazer uma leitura de conjuntura e estar atenta aos sinais dos tempos.Alertar sobre a urgente necessidade de uma evangelização que possa focar os seus olhares para a realidade urbana do nosso país.
Incluir, nos currículos das Instituições Teológicas, embasamentos sobre práticas pastorais para a cultura urbana.
Alertar sobre a urgente necessidade de análise dos aspectos que envolvem os Povos do Campo.

Ações afirmativas

Escrever uma nova Carta Pastoral do Colégio Episcopal sobre a Família, trazendo os novos desafios da família moderna.Aproveitar os espaços das igrejas locais, edifícios de educação cristã, salas, salões, terrenos, etc., a fim de que essas instalações tenham um uso missionário, à luz das demandas dos desafios urbanos, em termos da proposta do Evangelho de Jesus Cristo.
Elaborar carta pastoral urbana marcada pelo acolhimento e pelo comprometimento com os dramas que o nosso povo experimenta, viabilizando espaços para a discussão, bem como produção de estudos bíblicos e realização de conferências missionárias abordando a
questão urbana.


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