Publicado por José Geraldo Magalhães em Expositor Cristão, Discipulado | 25/06/2014 às 16:17:19


Artigo: Igrejas saudáveis pelo discipulado


fonte: Pr. Fernando Lopes Balthar 
Igreja Metodista em Benfica / Juiz de Fora/MG
 
 
Permanentemente uma temática se faz presente nas ponderações acerca do resultado da implantação e desenvolvimento do discipulado nas comunidades locais: crescimento x qualidade da igreja. Muitos/as defendem que uma igreja saudável deve ser uma comunidade pequena, ou ainda, que uma igreja grande, obrigatoriamente, perde a sua qualidade já que seus membros não são bem orientados/as e acompanhados/as.
 
Não desejo entrar meramente nessa discussão, pelo simples entendimento de que igrejas saudáveis sempre experimentam um crescimento natural e com qualidade, e também por perceber que a saúde de uma igreja vai muito além da quantidade dos seus membros. Entretanto, o que temos experimentado na prática, em muitas de nossas igrejas, é que o discipulado adotado e orientado pela Igreja Metodista, apesar de não ser apenas uma estratégia de crescimento da igreja, gera crescimento por aplicar marcas de qualidade nas comunidades locais.
 
Em uma igreja em discipulado a eclesiologia é profundamente transformada ao serem aplicados e resgatados alguns valores que são inegociáveis, e que, quando aplicados, trazem marcas de qualidade para essa igreja. O principal valor diz respeito a levar o ministério para as mãos do povo. 
 
O sacerdócio universal dos crentes foi restaurado desde a reforma protestante e confirmado no metodismo primitivo. João Wesley, em seus grupos pequenos, capacitou líderes leigos/as que exerceram o discipulado, visitando, acompanhando, aconselhando, repreendendo e orientando, fazendo deles/as cristãos/ãs frutíferos/as no Reino de Deus. Uma Igreja saudável possui a marca de uma liderança capacitadora e uma membresia reprodutora.
 
Quando um/a cristão/ã compreende que ele/a deve produzir e não simplesmente consumir, uma verdadeira revolução acontece em sua postura em relação à igreja local. Ele/a não se preocupa mais em saber o que aquela igreja pode lhe oferecer; antes, preocupa-se em saber como pode ser útil ali.
 
O crescimento de uma igreja que se orienta por células é natural. O trabalho de célula é um ciclo que se autoalimenta. Cada discípulo/a pode se tornar um/a líder de célula. Cada célula que é aberta significa mais pessoas alcançadas com o Evangelho. Com mais pessoas alcançadas e cuidadas pelo discipulado, há maior possibilidade de conversões. Com um maior número de conversões, há uma maior possibilidade de mais discípulos/as.
 
Com mais discípulos/as, há mais células. E, assim, o ciclo continua alimentando-se indefinidamente, gerando uma igreja saudável, onde todos/as são bem discipulados/as. 
 
Numa igreja em discipulado, com frequência a história de uma pessoa que se converte é esta: a pessoa é  convidada a participar de uma célula. A mensagem do Evangelho é apresentada a ela. A pessoa se torna cristã de forma natural através de relacionamentos de discipulado saudáveis. Após sua profissão de fé, começa logo a participar do trilho de treinamento de liderança. Enquanto isso, continua a se reunir na célula e no culto de celebração. A pessoa é cercada pela atmosfera de evangelismo que ali existe. Ela participa com outros que já compartilham sua fé como parte de sua vida cristã.
 
Para essa pessoa, apresentar o Evangelho a outros/as se torna algo muito natural. Ela logo falará a seus familiares, amigos/as e vizinhos/as a respeito de Jesus. O evangelismo tem sido o ambiente em que ela nasceu de novo e começou a crescer na fé. É o que ela viu outros/as cristãos/ãs fazerem. Em poucas palavras, o evangelismo se torna um estilo de vida. Não é visto como uma atividade à qual ela devote algum tempo casualmente; ele faz parte de sua vida diária. 
 
Esta é a Igreja saudável que desejamos formar por meio do discipulado. Uma Igreja que busca e desenvolve marcas de qualidade e crescimento natural. 
 
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