Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 13/09/2013

Fórum Social

O coordenador local do Fórum Mundial de Teologia é Saulo Baptista e o secretário do GT Interreligioso é Tony Vilhena, ambos irmãos metodistas da Igreja de Belém.

Federação Luterana e Sociedade Bíblica do Brasil participam de eventos em Belém. Veja notícias da Agência Latino Americana e Caribenha de Comunicação

Querido povo do coração aquecido,
 
A cidade de Belém está em alvoroço, é a festa da cidadania e construção coletiva de UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL.
Estou escrevendo do CENTUR, local onde está ocorrendo o III Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Na terça, dia 27 de janeiro, já iniciamos outra jornada de "conspiração santa" pelo bem: é o Fórum Social Mundial 2009.
Quem não poder estar aqui, junte-se à essa maré de luta e fé com orações em suas igrejas locais.
Saudações metodistas!
 
Tony Vilhena

BRASIL
Crise mundial, ecologia e biodiversidade marcaram agenda de Fórum de Teologia
ALC


Quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 (ALC) - O III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL), reunido em Belém de 21 a 25 de janeiro, conseguiu desafiar a teologia a integrar a ecologia e a biodiversidade em sua pauta, embora ainda falte a teólogos e teólogas a apropriação para "teologizar" sobre essas questões.

A análise é do secretário-geral do FMTL, o doutor em Teologia e frei capuchinho Luiz Carlos Susin, apresentada em entrevista para o Instituto Humanitas (IHU) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Ele destacou a representação ecumênica da África, Ásia e América Latina, mas admitiu uma dívida do Fórum quanto à integração da área ortodoxa.

Ecologia e biodiversidade são pautas futuras da teologia. O FMTL também proporcionou, na análise de Susin, a troca de experiências, de maior conhecimento entre todo o mundo das diversas partes, ouvindo linguagens diferentes e inspirando a pauta da teologia para os próximos tempos.

"Se nós, por exemplo, aqui em Belém, escutamos bem o que aconteceu nesse Fórum, precisamos ter uma pauta que leve a sério essa urgência, essa lacuna, essa necessidade de trabalhar a nossa linguagem para conectá-la com o que está acontecendo na biodiversidade hoje", disse. O tema do evento versou sobre "Água, Terra, Teologia para Outro Mundo Possível".

O Fórum também tratou da crise da humanidade, "crise axial" que abrange uma mudança de eixo da humanidade, "que vai além da sua história como a conhecemos, seja por razões de globalização, seja pela crise do modelo, de tal maneira que vamos nos obrigar a fazer uma grande mudança no modo de vida, do que talvez nós nem tenhamos total consciência. Nós só estamos recebendo os primeiros sinais", avaliou.


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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

 

BRASIL
Fundação Luterana leva exposição ao FSM
ALC


Quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 (ALC) - A Fundação Luterana de Diaconia (FLD) apresenta no Fórum Social Mundial, reunido em Belém de 27 de janeiro a 1 de fevereiro, a exposição "Direito à memória e à verdade - A ditadura no Brasil: 1964-1985". A exposição será aberta hoje.

O evento é uma parceria da FLD com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) e com a Agência Livre para a Informação, Cidadania e Educação (Alice).

Além da exposição, a FLD promove, hoje, o debate "A resistência das mulheres", que contará com a presença de Amélia Teles, professora e membro da União de Mulheres em São Paulo e ativista de direitos humanos, Eliana Rolemberg, diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), e a antropóloga e pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Rosa Marga Rothe.

O debate será mediado pela jornalista Vera Rotta, coordenadora do "Direito à Memória e à Verdade" pela SEDH.


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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

 

BRASIL
O diverso é único na abertura do Fórum Social Mundial
Marcelo Schneider


Quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 (ALC) - Grupo de indígenas cruzou, hoje à tarde, a marcha de abertura do Fórum Social Mundial 2009 (FSM), nesta capital, em marcha acelerada, como que querendo marcar, com suas passadas firmes, os verdadeiros donos da terra.

Eram cerca de 17h na capital do Pará e a marcha de abertura seguia em ritmo cadenciado pelas ruas da cidade, embalada pelos tambores, ritmos e gritos dos mais diversos grupos presentes, quando o grupo indígena entrou em cona.

Menos de duas horas antes, a celebração inter-religiosa acabava em abraços de hospitalidade para um futuro melhor e em bonita confraternização com dança.

A abertura do FSM não foi marcada pela presença de muitas autoridades ou pelas palavras dos representantes da sociedade civil organizada que tiveram a oportunidade de falar em São Brás, ponto de chegada da marcha.

Em Belém, as cores, os cheiros e o toque evidenciam que a maior riqueza do Fórum não é a oferta de uma metodologia capaz de resolver os dilemas da injustiça, mas a diversidade de clamores que, em uma só voz, apontam para a mesma dor.

Convidados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), dezenas de tribos indígenas foram trazidas para as áreas onde acontecem as atividades do FSM, como se demarcassem eticamente a agenda contextual que se escolheu ao eleger Belém como sede do evento.

De acordo com o corpo de bombeiros, a marcha reuniu cerca de 35 mil pessoas. Alguns sentiram falta de mais política, outros de mais objetividade e outros, ainda, de mais tempo.

A principal característica desta oitava edição do FSM não é diferente das outras: desabafo. Tantos clamores reunidos às portas da Amazônia, no entanto, já parecem convergir para uma agenda verde que, não por ultimo, também se debruça sobre os problemas da crise financeira mundial.

"Paz através do diálogo", pedia uma das faixas do grupo inter-religioso local, que foi o timoneiro também da participação ecumênica neste momento de abertura.

Nas palavras da ex-ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, presente em diversos eventos preliminares ao FSM "é preciso amar a Amazônia para poder preservá-la. Amar não significa apenas nos extasiarmos com suas belezas, mas também percebermos a dor que vem com o desmatamento, a poluição e a ocupação clandestina."

Espera-se que Belém ensine o amor dos dois lados da floresta e dê pistas para uma Terra sem menos males. Hoje, como em todos os dias nesta época do ano, choveu à tarde. Um banho que parecia lavar antigas e novas feridas ao longo da caminhada

 

BRASIL
SBB leva Luz na Amazônia ao Fórum Social Mundial
ALC


Segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ALC) - Numa "saída de campo", a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) levará, na quinta-feira, 29, participantes do Fórum Social Mundial, reunido em Belém de 27 de janeiro e 1 de fevereiro, à comunidade do Aurá, na Ilha da Várzea.

A bordo do barco Luz do Amazônia III, voluntários da SBB e parceiros da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Secretária de Saúde e Meio Ambiente de Belém, promoverão, com os visitantes, a reflexão sobre desenvolvimento integral, envolvendo questões espirituais e saúde. A SBB mantém o programa Luz na Amazônia há 45 anos.
 
"Nosso corpo é uma dádiva sagrada e temos a responsabilidade de zelar por ele o melhor que pudermos. Para tanto, devemos buscar na palavra de Deus as orientações para obter uma saúde integral", explica o secretário de Comunicação e Ação Social da SBB, Erní Seibert.

O programa da visita aos ribeirinhos na comunidade do Aurá inclui palestras sobre Bíblia e Saúde, rodas de conversas sobre a saúde bucal e saúde integral, maratonas bíblicas, apresentação de teatro de bonecos, distribuição de literatura bíblica, brincadeiras musicais e dinâmicas. As atividades acontecerão das 8h às 12h e envolverão as 115 famílias da comunidade.

Fundada em 1948, no Rio de Janeiro, a SBB destaca-se também por seu trabalho na área social, iniciado em 1962, quando criou o programa Luz na Amazônia - atualmente vinculado ao programa Luz no Brasil -, para prestar assistência médica, espiritual e social às populações ribeirinhas que vivem em situação de extrema carência.

O trabalho é desenvolvido por meio de um barco-hospital - o Luz na Amazônia III. Especialmente projetada para navegar na Bacia Amazônica e proporcionar atendimento médico de qualidade, a embarcação foi equipada com enfermaria, consultórios médico e odontológico, farmácia e laboratório de análises clínicas.

O barco realiza viagens periódicas a roteiros pré-determinados, alcançando, preferencialmente, aquelas comunidades mais isoladas, distantes dos centros urbanos. A entidade desenvolve, ainda, vários programas sociais de abrangências regional e nacional, com foco nos estudantes da rede pública de ensino, deficientes visuais, presidiários e enfermos.

Em 2008, com a intenção de replicar em outras regiões do país os impactos positivos alcançados com o programa Luz na Amazônia, a SBB resolveu ampliar sua abrangência. A primeira iniciativa é o programa Luz no Sul do Brasil, que conta com o ônibus-ambulatório Rodas do Socorro, atualmente percorrendo a região do Vale do Ribeira, umas das mais problemáticas e carentes do Paraná.

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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)



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