Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 13/09/2013

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Eu sou um milagre andante 

Keila da Silva Guimarães

Depois de trabalhar sete anos e meio na Sede Nacional da Igreja Metodista como Coordenadora Nacional de Ação Social , Deus me chamou para servir-Lo na Rede Metodista de Educação do Sul como assessora para assuntos internacionais.

Minha chegada se deu no final do mês de março. A convite do Bispo Luiz Vergílio aceitei para também assessorar a Segunda Região na área de projetos.

Não foi fácil tomar esta decisão de ir para o Sul, uma vez que outros chamados me foram feitos e me deram condições de ficar mais perto da minha família que reside no Rio de Janeiro. Contudo, esta lide durou pouco tempo. Durante a fase de adaptação e em decorrência de muitas interrogações e stress, minha saúde foi seriamente afetada e no dia 19 de maio de 2007 sofri um ANEURISMA CEREBRAL que também desencadeou uma MENINGITE. Nesta ocasião eu estava morando com a Pra. Genilma Boehler, que tão gentilmente me acolhia juntamente com os seus filhos Arturo e Guilhermo. Registro aqui a minha gratidão por tanto amor e companheirismo dispensados a mim por esta amada família.

Minha mãe encontrava-se nos Estados Unidos em visita a minha irmã Kênia. A volta das mesmas para o Brasil foi de muita tensão, uma vez que a notícia do meu estado era muito grave. Elas já haviam vivido esta experiência por ocasião da morte do meu pai, Rev. José Raimundo Guimarães quando de sua morte em agosto de 2004. Interrogações eram constantes. Será que eu estava viva? Ou estava morta? Contudo , Deus confortava-lhes o coração e fortalecia durante toda esta longa viagem. Ao chegar puderam confrontar a realidade.

Como Deus não nos deixa só, minha tia Veralúcia se deslocou do Rio para estar ao meu lado e tomar as providências necessárias neste momento difícil e doloroso. E imediatamente no Sul era arregimentado um exército de homens e mulheres de Deus que durante todo o tempo se colocaram na porta do centro cirúrgico e quando da minha estada na UTI onde permaneci por 16 dias. Este foi um período de muita tensão e total dependência do Senhor, pois o risco de vida ou morte duraria 14 dias. Cada dia vencido era de muita gratidão e louvor a Deus. Não estávamos sós. Minha irmã Kênia diariamente por e-mail passava um boletim informativo respondendo assim a necessidade de todos (as) que queriam ver respondidas as orações e os inúmeros clamores, e os telefonemas recebidos . A medida que recebiam estes retornos e contatos devários cantos do Brasil bem como de outros países que me conheciam jamais poderíamos imaginar oquanto eu era amada. Com todas estas manifestações a força da minha família era revigorada cada dia. Como se não bastasse, 22 horas após a cirurgia onde eu tive o crânio serrado para retirar o coágulo que estava alojado na parte da memória e raciocínio lógico, dada as complicações provocadas, era necessário tomar uma nova anestesia geral para que o dreno fosse refeito. Surge um impasse, fazendo ou não tratava-se de uma situação de riscos. Minha mãe foi chamada para tomar ciência e autorizar o procedimento que seria feito pelo médico, tal fato se deu poucos minutos da saída dela e de minha irmã do hospital após a tão longa viagem. Lá chegando depois de ouvir o médico, num ato de fé, certa do agir de Deus, minha mãe explicou biblicamente o poder de Deus através da unção comumente usada por Jesus e que gostaria que esta prática fosse permitida por ele deixando-a ungir as suas mãos antes de tocar no meu cérebro. Mesmo tendo a consciência dos hábitos profiláticos que o mesmo faria uso, ele imediatamente estendeu as mãos para ser ungida e minha mãe orou dizendo que suas mãos eram apenas o instrumento e que o médico dos médicos era o Senhor com seu poder curador. Cinqüenta minutos após ele voltou informando o êxito.

Após 27 dias hospitalizada, ficamos ainda um tempo em Porto Alegre e contamos com muitos apoios como da Pra. Eliade Dias, Eva Ramão, Lia Hack, Rubem Nei e Enilda, Leda , Pr. Cláudio Kiehl, que também ministrou a ceia, ato que significou muito e muitas outras pessoas.A minha gratidão e de toda minha família.

Recebi autorização dos médicos e viemos para o Rio onde passaríamos 30 dias fugindo do frio e chuva. Tia Antonieta,que tem sido uma tia muito especial e presente na nossa vida em vários momentos, foi a Porto Alegre estendendo sua mão solidária, exercitando os ensinamentos do Mestre dividindo com minha mãe todos os cuidados para comigo.

Qual foi nossa surpresa quando retornamos do Rio! Deparamos com a porta do nosso apartamento toda decorada de flores, faixas com versículos, palavras de gratidão e ânimo. A autora de toda esta obra de arte foi nossa querida irmã Nira Faleiro. Este ato gerou nos vizinhos do nosso andar curiosidade e comentários. Louvo a Deus por sua vida e toda sensibilidade a nós demonstrada. Esta foi mais uma maneira de ver e demonstrar o que Deus nos tem ensinado através da prática da sua palavra. Muitas foram as visitas que recebemos. Destaco a visita do Rev. Antonio Faleiro que veio trazer a ceia do Senhor no dia seguinte a minha chegada no Rio. Também a visita do Pr. Clóvis Paradela que juntamente com sua família nos alegrou trazendo a memória a memória nossas raízes mineiras.

Neste período, ocorreu aquele acidente aéreo traumático com o vôo da TAM. Isto gerou em mim muito pânico e desequilíbrio emocional , não tendo assim condições de entrar em uma aeronave. O médico de Porto Alegre, Dr. Marcelo Paglioli Ferreira chefe da equipe, me encaminhou para ser acompanhada por médicos do Rio, onde permaneci por todo este tempo. Diariamente eram percebidas as grandes maravilhas, o poder do agir de Deus era notado restaurando minha saúde física, mental e emocional, uma vez que o meu total restabelecimento varia de tempo de pessoa para pessoa.

No dia 29 de julho na Igreja Metodista de Botafogo, com a pregação do Rev. Antônio Faleiro e a presença de representantes das Instituições, amigos (as), parentes e os Bispos João Carlos e Paulo Lockmann representando o Colégio Episcopal e a Primeira Região juntos pudemos render graças a Deus pelo que tem feito e fará em minha vida.

Hoje como após um longo tempo licenciada pelo INSS, retorno à Porto Alegre no dia 19 de agosto para reiniciar as minhas atividades profissionais no dia 21.

Neste período que forçosamente parei, Deus não permite nada por acaso, refleti e mudei meus conceitos e valores. Diante de tantas admirações e interrogações da ciência e dos homens apenas esta afirmação explica que eu sou hoje UM MILAGRE ANDANTE. O Deus que amamos e servimos é o mesmo hoje e será eternamente. Minha súplica diária ao Senhor é para que aceite a minha gratidão e que minha vida reflita o grande amor e cuidado d?Ele para comigo.

Keila Guimarães


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