Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 20/09/2013

muriaé

 

Informações do dia 11/02

Com a crise das enchentes na região da Zona da Mata, os metodistas da cidade de Muriaé uniram-se para ajudar a todos que sofreram com a situação. Em todas as três enchentes ocorridas na cidade, em aproximadamente 15 dias, as igrejas Metodistas em Valentim, Porto, Barra, Campo Missionário do Vermelho e Central mobilizaram seus membros que se reuniram na Igreja Metodista em Valentim, escolhida como ponto de apoio ao trabalho dos Metodistas na cidade. A ajuda veio de várias partes: A Sede Nacional e Instituto Metodista Izabela Hendrix enviaram ajuda financeira, o Bispo Josué enviou circular às igrejas da Quarta Região Eclesiástica e algumas abençoaram o trabalho como a Central de Governador Valadares e a Central de Juiz de Fora. Louvamos a Deus pela vida dos nossos juvenis que na JUNAME levantaram oferta em prol da cidade de Muriaé. O reverendo José Pontes Sobrinho ajudou mediando contato entre as instituições de nossa igreja e o reverendo Maxwuell Andrade Nery coordenou o trabalho mesmo no período de suas férias. Deus levantou várias pessoas da cidade que fizeram doações para o trabalho e, algumas que não eram de nossa Igreja, ao perceberem a mobilização dos metodistas, uniram-se a nós. O Corpo de Bombeiros local facilitou o trabalho da Igreja transportando de barco os irmãos que iam distribuir marmitex aonde eram necessários. Estima-se 100 famílias metodistas atingidas, das quais algumas perderam cama, colchão, guarda-roupa, mesa, roupa, material alimentício e outras coisas.

Contabilizar o que foi feito é impossível. Mas os números levam-nos a perceber o quanto as pessoas trabalharam: foram cerca de 200 metodistas distribuindo mais de 30 mil marmitex, 5 mil litros de água mineral, 4 mil litros de leite, 500 cestas básicas, 200 colchões novos, móveis, roupas e sapatos em grande quantidade. E o trabalho não terminou, a Igreja em Valentim está montando mais cestas básicas para continuar abençoando as pessoas desalojadas pelas enchentes, pois muitas ainda não voltaram para suas casas; algumas por não terem condições e outras por temor de uma nova enchente.

Trinta mil marmitex foram distribuídas

Além da assistência material, a Igreja deu apoio espiritual lendo a Palavra de Deus e orando com as pessoas. A Igreja Metodista em Valentim realizou com os seus membros, inspirada no texto bíblico de Romanos 12.5, "chorai com os que choram", um culto de intercessão pelos desalojados da enchente; foi momento de choro e abraços de irmãos e amigos da grande família metodista.

Pastora Raquel Pontes Ferreira

A situação em Muriaé e a ação da Igreja

Informações da pastora Raquel Pontes, de Valentim/MG, no dia 27/01:

A situação na cidade de Muriaé é caótica; esta é a terceira enchente em menos de 15 dias e a cada chuva as águas atingem um número maior de casas. Quando começou a subir a água do rio Muriaé ontem as pessoas levantaram os móveis de suas casas, porém descobriram que o trabalho foi em vão devido à altura que a água atingiu. Pessoas choravam ao verem móveis sendo levados pela correnteza, hoje, nas portas das casas vê entulho do que antes eram móveis que as pessoas custaram para comprar e pagar. Pessoas idosas que não têm força para tirar seus pertences perderam tudo o que tinham. Tem gente que perdeu cama, colchão, fogão, remédio, e tantas coisas! As ruas da cidade estão em lama, tem lugar que não tem como passar nem de carro e nem a pé e pontes que ligam um bairro ao outro da cidade caíram, o que dificulta até mesmo a ajuda aos desalojados.

A Igreja Metodista em Valentim, que está servindo marmitex, água e leite aos desalojados da enchente, para atravessar de um lado para o outro do rio tem que dar uma volta imensa, ontem isso só foi possível com ajuda de barcos do contingente do Corpo de Bombeiros. Estamos contando com a ajuda de membros de todas as igrejas Metodistas da cidade, tanto para ajudar a cozinhar como em doações. Também estivemos na rádio local falando do trabalho da igreja Metodista na cidade.

25/01: A Cidade de Muriaé está debaixo d`água

25/01  -  19 h

Hoje, às 4 horas da madrugada, vários moradores da cidade de Muriaé acordaram com água entrando em suas casas. A cidade ainda vivia o caos da enchente ocorrida há quinze dias. As pessoas não tinham recuperado seus bens materiais perdidos e estavam ainda traumatizadas.

Dessa vez a água atingiu muito mais pessoas. São mais de 8.000 famílias desalojadas e várias pessoas desabrigadas. Às pressas, móveis eram retirados e muitas coisas foram perdidas, obrigando as pessoas a irem para casa de parentes e amigos. O que se via era móveis boiando rio a baixo, desespero das pessoas ao verem tudo perdido. A água surpreendeu a todos que não esperavam que o rio enchesse a tal nível. Dentre as pessoas desalojadas estima-se cerca de 50 famílias metodistas.

Na enchente do dia 09, a Igreja Metodista em Valentim ajudou distribuindo mais de 300 cestas básicas bem cheias, 200 colchões, 8.000 marmitex e estava ainda socorrendo aos sofridos pelas águas, quando começou tudo novamente no dia de hoje.

Estendendo as mãos aos necessitados, a Igreja Metodista em Valentim hoje distribuiu mais de 600 marmitex, 200 caixas de água mineral e já comprou 1.000 litros de leite para socorrer crianças e idosos que precisam e sabe que terá muito ainda a fazer.

Informou Reverenda Raquel C. Pontes Ferreira Igreja Metodista em Valentim

Campanha de solidariedade pelas vítimas continua

Em solidariedade à população das localidades atingidas pelo vazamento de lama da mineradora Rio Pomba Cataguases, situada no município de Miraí, Minas Gerais, a Igreja Metodista convida a todos(as) os(as) brasileiros e brasileiras a duas atitudes de igual importância: a oração pelas pessoas que sofrem perdas neste momento e a doação de água mineral, alimentos não perecíveis, roupas, calçados e colchões para as vítimas. 

Postos de recolhimento na cidade de Muriaé, MG:

Igreja Metodista Central de Muriaé - Rua Desembargador Canedo, 158. Tel (32) 3721-2204

Igreja Metodista em Vila Valentim - Rua Valentim H. de Almeida, 3. Tel. (32) 3722-3606.

Igreja Metodista na Barra - Rua Lincoln Marinho, 64.

Conta bancária para depósito: Associação da Igreja Metodista/Distrito Zona Leste da Mata

Banco Itaú - Agência: 1469

Conta corrente:38872-0

Observação:

Não houve tempo de se abrir uma conta exclusiva mas, desde a publicação do número da conta no site, todos os depósitos que chegam ao Distrito estão sendo revertidos para o apoio às famílias atingidas. 

Mais informações com pastor Maxwell Andrade Neri. Tel (32) 3711-5029.

 

Veja mais notícias sobre a nova enchente do rio Muriaé: 

 

25/01/2007 - 20h37

Nível do rio Muriaé volta a subir e causa prejuízos na cidade em MG

da Agência Folha (extraído da Folha Online)

O nível do rio voltou a subir em Muriaé (387 km de Belo Horizonte) e provocou mais prejuízos na cidade, já castigada pelo rompimento da barragem da mineração Rio Pomba Cataguases no último dia 10.

De acordo com o prefeito José Braz (PP), os estragos foram maiores do que os ocorridos há 15 dias, quando a barragem despejou 2 bilhões de litros de lama no rio Muriaé e deixou 2.000 pessoas afetadas.

Segundo Braz, cerca de 1.300 casas foram invadidas pela água hoje. Balanço divulgado pela Defesa Civil mostra que 116 municípios decretaram situação de emergência desde outubro do ano passado em Minas Gerais.

Mais de 40 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas no Estado.
Em todas as regiões de Minas Gerais já choveu mais do que o previsto para o mês de janeiro.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), na região sul do Estado --onde mais choveu--, o volume de precipitação em janeiro está cerca de 80% acima do que era esperado para o mês.

Em Machado (380 km de Belo Horizonte), foi registrada a precipitação de 531,5 mm de chuva, quando a média histórica para janeiro é de 274,4 mm.
A previsão é de pancadas de chuva em todo o Estado nos próximos dias.


 

Vazamento em barragem provoca desastre ambiental

No dia 10 de janeiro, os dois milhões de metros cúbicos de lama que vazaram após rompimento da barragem da mineradora invadiram o rio Muriaé, atingiram vários municípios da região e já chegam ao Rio de Janeiro. Ao menos cinco municípios ficarão sem água por uma semana e milhares de pessoas perderam suas casas. O número de desabrigados não está definido, mas a Defesa Civil de Miraí estima que esteja entre duas a três mil pessoas.

Pedimos a Deus que console seus filhos e filhas neste momento de dor e sensibilize o maior número de pessoas a participar desta campanha de solidariedade.

 "Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; agüentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Repartam com os irmãos necessitados o que vocês têm e recebam os estrangeiros nas suas casas". Romanos 12.12-13 (Bíblia Sagrada, Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

 

Agência Latino Americana de Comunicação ajuda a divulgar campanha de solidariedade

 

Terça-feira, 16 de janeiro de 2007 | Correio-e: edelbehs@alcnoticias.org  

Metodistas iniciam campanha de ajuda aos desabrigados na zona da mata mineira

 

BELO HORIZONTE, 16 de janeiro (ALC) - Com o apoio da Igreja nacional, a congregação metodista de Muriaé, Minas Gerais, iniciou campanha de solidariedade em favor dos 10 mil desabrigados na região.

Na madrugada de quarta-feira, 10, a barragem da Mineração Rio Pomba Cataguases, localizada na cabeceira do Rio Fubá, em Mirai, rompeu-se, jogando dois milhões de metros cúbicos de lama e água no rio Muriaé, atingindo várias cidades da zona da mata de Minas e do norte do Rio de Janeiro.

"Estamos correndo contra o tempo", disse uma das coordenadoras da campanha em Muriaé, Andréa Andrade Néri, ao comentar as chuvas do final de semana na região. "Tem famílias que perderam tudo", relatou para a ALC.

Além de orações, a comunidade de Muriaé, de Mirai e outras cidades mineiras e fluminenses precisam de vacinas, remédios, colchões, roupa de cama, alimentos e água mineral. "A situação pede uma ação imediata", reforçou Andrade Néri.

A onda de lama também atingiu as cidades de Laje de Muriaé, Italva e Cardoso Moreira, no norte do Estado do Rio. Pelo menos cinco municípios ficaram sem abastecimento de água. Em nota oficial, a empresa assegura que o material vazado não é tóxico, tratando-se apenas de água e argila.

Esse foi o segundo acidente provocado pela Rio Pomba Cataguases em dez meses. Em março de 2006, mistura de argila e água vazou de tubulação de concreto e invadiu o Rio Mirai, matando toneladas de peixes na bacia do Rio Paraíba do Sul.

A empresa alega que o rompimento da barragem deve-se "à elevada concentração de chuvas em curto espaço de tempo, na cabeceira do Rio Fubá". Agora, a mineradora foi interditada e deve receber multa de 75 milhões de reais (cerca de 35 milhões de dólares) por ser reincidente. A Rio Pomba produzia sulfato de zinco, usado, curiosamente, para tratamento de água consumida por humanos.

A congregação metodista de Muriaé espera que outras igrejas também se engajem na solidariedade aos desabrigados da zona da mata mineira. "Esperamos que outras igrejas ajudem, pois não olhamos denominação para ajudar as pessoas, assim como o incidente não fez essa distinção", argumentou Andréa Néri.

Muriaé fica a 80 Km de Mirai, onde ocorreu o rompimento da barragem, e a 385 Km ao sul de Belo Horizonte.

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