Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 17/05/2011

Pastor formado pela FaTeo ingressa na Capelania Militar do Rio de Janeiro

O pastor Douglas Marins, teólogo formado pela FaTeo em 2008 e pastor na Igreja Metodista do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, obteve uma importante conquista: ingressou na Capelania da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Concorrendo num concurso disputadíssimo – quase 100 candidatos por vaga – ele empatou com outro candidato em primeiro lugar. Como havia duas vagas, hoje o pastor Douglas Marins é, também, 1º Tenente Capelão da PM. Com o seu ingresso na Capelania, a Polícia Militar do Rio passa a ter um capelão metodista, que soma esforços aos três capelães evangélicos existentes na corporação, todos batistas. “Estou muito feliz, pois agora além de pastor local, tornei-me militar de carreira, com todos os benefícios e estabilidades que o oficialato pode proporcionar. Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de ter sido aluno da FaTeo, e reconheço que o ensino de qualidade recebido nos quatro anos em que estive aí foram determinantes na minha conquista”, declarou o pastor, em e-mail de agradecimento enviado à direção da Faculdade de Teologia.

Leia, a seguir, entrevista concedida pelo 1º Tenente PM Capelão Douglas Marins ao site da FaTeo

1) O que o motivou a prestar o concurso para capelania? Você já tinha alguma experiência ou conhecimento da carreira militar?
           A motivação deve ser sempre a de servir a Deus, mas não posso negar que a estabilidade e a segurança em relação à aposentadoria também me impulsionaram. O meu conhecimento sobre o trabalho do capelão militar era muito superficial e eu só tinha experiência em relação à capelania hospitalar.

2)      Como foi o exame de seleção? Que tipo de conhecimento se espera de um capelão?
           A primeira fase se dividiu em uma prova discursiva e uma redação, sendo que na prova discursiva tivemos que responder 10 questões sobre Teologia Sistemática, Filosofia, Ciências da Religião, e etc. Depois da primeira fase seguiram-se outras seis etapas: exame antropométrico, físico, médico, psicológico, toxicológico e documental.

3)      Você terá algum treinamento para o exercício desse ministério?
           Sim. O treinamento foi dividido em dois momentos. O primeiro, teórico, na Acadêmia de Polícia Dom João VI, com duração  de três meses. E o segundo, prático, incluindo visitas às Organizações Policiais Militares, idas a sepultamentos, celebrações e etc, sempre na companhia de um capelão mais antigo.  


4)      O que faz o capelão militar no dia a dia e qual a importância desta função?
           O foco do capelão da PMERJ é dar assistência religiosa ao policial militar e sua família. Porém, como somos poucos em relação ao número de policiais, damos uma ênfase maior aos policiais que estão aquartelados no HCPM e no HPNIT (Hospitais da PMERJ), no BEPE (Batalhão Especial Prisional), na APM (Academia de Polícia), e no CFAP (Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Praças). Além disso, fazemos sepultamentos, casamentos coletivos, batizados, bênçãos de viaturas e novas instalações, palestras nos batalhões, e levamos ainda uma Palavra de Fé Cristã em muitas solenidades organizadas pela PMERJ.
É importante ressaltar que recentemente a capelania assumiu um importante papel no processo de pacificação de algumas comunidades carentes, que antes eram dominadas pelo tráfico. Há um projeto em andamento, no qual se promove um café da manhã com vistas ao diálogo, entre os capelães militares e as lideranças positivas das comunidades. Fazem parte dessa liderança positiva   os padres e pastores da comunidade, os diretores das escolas, o presidente de associação de moradores dentre outros. É preciso dizer ainda que logo após o café da manhã é realizada uma celebração em local público que tem contado com um número muito expressivo de participantes. As últimas experiências tem mostrado que tais iniciativas estão ajudando a polícia na reconstrução da sua imagem diante da sociedade.   


5)      Você acha que a Igreja deveria dar mais incentivo ao trabalho de capelania?
           Sim, com toda certeza, especialmente porque a igreja tem uma mão de obra voluntária fantástica, que são os seus membros.
6)      Como conciliar a mensagem evangélica de perdão e amor com a vida militar que, eventualmente, envolve o uso da força e da repressão?
           Muitas pessoas já me perguntaram isso. Costumo dizer que esse é um dos maiores desafios do capelão. A resposta a essa pergunta não é tão simples, mas posso te dizer que o Espírito Santo a cada dia vai colocando na nossa boca a palavra certa para cada momento. Em linhas gerais posso dizer que, como filho de Deus e capelão, sou um pacificador, um pregador da paz.


7)      Você continuará conciliando suas atividades pastorais na igreja local com o trabalho de capelania?
           Sim. Como sou pastor de tempo parcial consigo conciliar as atividades na capelania militar com as atividades da Igreja Metodista do Jardim Botânico.

Para saber mais:
A Associação Pró Capelania  Militar Evangélica do Brasil, criada em 2005, é presidida pelo pastor metodista Rev. Aluísio Laurindo da Silva.  Os contatos com a ACMEB são: e-mail: presacmeb@brturbo.com.br; celular do presidente: (62)9689-9550. No site da ACMEB você encontra, na seção Coletânea de Documentos, as leis que regulamentam a função de capelania e vários estudos sobre o tema, incluindo uma monografia do Reverendo Aluísio para o Curso de Especialização em Estudos Wesleyanos:

Capelania Militar: Contribuições Pastorais de João Wesley Trabalho entregue ao Prof. Paulo Ayres Mattos, em cumprimento às exigências da disciplina Teologia Wesleyana e Desafios Pastorais da Atualidade, como requisito parcial do Curso de Especialização em Estudos Wesleyanos (Lato Sensu) oferecido pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Julho de 2005. CLIQUE AQUI se quiser acessar diretamente a monografia.


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