Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 20/09/2013

radio intercultural

Povos indígenas na América Latina: conquistas de vez e voz

 

"Lo que brilla com luz propia nadie lo puede apagar"

Cancion por la unidad de Latino América

 

 

Inaugurada primeira rádio intercultural da América Latina

Com a presença de  autoridades do povo mapuche, do prefeito Jorge Carro e do coordenador geral do Comitê Federal de Radiodifusão (Comfer), Sergio Fernández Novoa, foi formalmente inaugurada, no dia 7 de novembro, a Rádio AM 800 Wajzugun (palavra que circula, no idioma mapuche), a primeiro rádio intercultural da América Latina.
 
A celebração teve lugar na entrada da sede da emissora e reuniu representantes do povo mapuche e demais moradores da região. Também participaram da celebração as pessoas que há mais de um ano estão envolvidas neste projeto que tem entre seus principais objetivos "o desenvolvimento de uma nova relação entre o povo mapuche e aqueles que não o são através da interculturalidade".
 
A rádio Wajzugun AM 800 é integrada por um Conselho Honorífico constituído por personalidades como os prêmios Nobel da Paz, Rigoberta Menchú e Adolfo Pérez Esquivel, o diretor de cinema Pinheiro Solanas, o escritor Osvaldo Bayer, o jornalista Eduardo Aliberti, o cantor León Gieco , a militante dos Direitos Humanos Noemí Labrune, e o teólogo Leonardo Boff, além de Aniceto Noria e Pascual Pichón, que estão presos há dois anos num cárcere chileno, acusados de práticas de terrorismo e associação ilícita.
 
O conselheiro político da rádio, Roberto Arias, disse que "a interculturalidade é poder olhar-nos nos olhos dos outros e entender-nos".  

A abertura da rádio ocorreu no último dia de Encontro de Comunicadores Mapuche, que reuniu comunicadores e autoridades mapuche tanto do Chile como da Argentina.  

Resistência

Os mapuches são povos indígenas que resistiram à dominação colonial e hoje lutam para manter suas terras a salvo da exploração das madeireiras e para preservar sua identidade cultural. A Rádio AM 800 Wajzugun, é o primeiro meio de comunicação AM na América Latina reconhecido a um povo nativo e pretende ser um marco de respeito e conhecimento mútuo de povos da América Latina.

 

Quéchua também é idioma oficial peruano, sustenta Paz e Esperança

Maria Sumire, parlamentar metodista, que assumiu sua cadeira no Congresso prestando juramento em quéchua

 

LIMA, 7 de novembro (ALC) - A Associação Evangélica Paz e Esperança acolheu, com entusiasmo, a campanha "Fala no teu idioma, é teu direito", impulsionada pela parlamentar metodista Maria Sumire.

 

Sumire foi a primeira parlamentar a prestar juramento, ao assumir a cadeira no Congresso, no seu idioma originário, o quéchua, quando o cerimonial da casa não previa tal expressão em outro idioma que não o castelhano.

 

"Somos um país pluricultural e, portanto, existem diversas formas de expressar nossa diversidade cultural. Uma nação pluricultural deve promover a tolerância e o respeito a partir de uma perspectiva intercultural", pronunciou-se a Paz e Esperança.

 

A organização evangélica lembrou que a Constituição peruana reconhece não só o castelhano como único idioma oficial, mas também outras línguas, como o quéchua, o aymara, e a diversidade de línguas dos povos indígenas amazônicos. "Em tal sentido, todos os idiomas oficiais têm a mesma categoria", apontou.

 

Todo peruano tem o direito de se expressar em seu idioma materno ancestral e ninguém pode ser discriminado por essa razão, justificou Paz e Esperança, reportando-se ao Artigo 2 da Constituição peruana.

 

Esse direito também está garantido por normas internacionais ratificadas pelo Peru, como o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos - PIDSP, e o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas, e o Projeto de Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

 

Paz e Esperança assumiu a campanha como uma forma de afirmar a dignidade das pessoas e a diversidade cultural. Também é "uma forma de estabelecer vigilância sobre a obrigação do Estado de respeitar as leis", declarou o organismo evangélico em nota.

 

Integrada ao Grupo de Trabalho sobre Povos Indígenas da Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos, Paz e Esperança demandou do Estado que reconheça o uso de idiomas ancestrais e a modificação do Regulamento do Congresso da República, estabelecendo o direito dos parlamentares de se expressarem em seu idioma materno.

 

Pediu, também, que seja aplicada a educação bilíngüe intercultural em nível nacional e não somente nas áreas onde haja presença de povos indígenas.

 

Segundo o professor de Lingüística da Universidade Nacional Maior de San Marcos, Gustavo Solís, são falados 44 idiomas no Peru, por uma população estimada em 27 milhões de pessoas. Cerca de 5 milhões falam quéchua, 400 mil falam aymara e 370 usam idiomas da Amazônia, assim que quase um quarto dos peruanos fala uma língua indígena.

 

Com informações da Agência ALC.

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