Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 20/09/2013

Uma metodista no Pan

Membro do Jardim Botânico, a remadora Caroline Farré diz que a maior vitória foi a sua salvação em Cristo

 

 Caroline Farré, membro da Igreja Metodista do Jardim Botâncio, vive um ótimo momento de sua vida, que mudou profundamente depois que ela conheceu Jesus Cristo. Bicampeã sul-americana de remo, ela se prepara para mais um grande desafio: o Pan-Americano de 2007. Como uma crente confiante, ela comemora: "Minha maior batalha já foi ganha, a minha salvação conquistada por Cristo".Com 26 anos, ela é bonita, alta e loura, e não é muito difícil encontrá-la. Todos os dias, por volta das 6h da manhã, é possível acompanhar seus treinos na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

A paulistana Carol possui uma história de vitórias, e o esporte serve como paralelo para representar sua caminhada com Deus. "Quero ser testemunho vivo de tudo que Ele tem feito na minha vida. Tenho uma história de milagres dentro do esporte", declara.

Conversão

A conversão ao cristianismo ocorreu logo depois de observar o poder transformador de Jesus Cristo na vida de sua família. Após uma revolução em seu lar e a restauração do casamento de seus pais, ela percebeu que não havia algo mais poderoso que o amor de Deus. Após se render aos pés de Jesus, Carol começou então a experimentar o cuidado do amor do Todo-Poderoso a cada dia, por meio de lutas e provações, porém sempre com vitórias. Ciente do propósito divino para sua vida, ela afirma que seu maior ministério é pregar o amor de Cristo através de seu testemunho dentro do esporte.

Como em todo início de carreira, Carol também enfrentou dificuldades. "Em meu primeiro campeonato brasileiro, meu barco virou", lembra a atleta. Sua carreira teve inicio no Clube Regatas Corinthians, em São Paulo. Como a maioria dos atletas brasileiros, não contava com uma boa estrutura técnica, muito menos apoio financeiro. Porém, o sonho de Deus para ela era uma camisa oficial da Seleção Brasileira de Remo.

"Remando" para o Rio

No ano de 1999, convidada por uma amiga de São Paulo, com muitas dificuldades, Carol veio ao Rio de Janeiro fazer um teste no Clube de Regatas Flamengo. Recebeu então uma proposta do clube que mais tarde não veio a se concretizar. O Clube de Regatas do Vasco da Gama, muito mais reconhecido por sua estrutura, títulos, técnicos e atletas era tão distante para Carol como o próprio Flamengo ou o Rio de Janeiro.

Neste período de visita ao Rio de Janeiro, aproveitou para passar no tão sonhado Vasco da Gama junto com uma amiga. Um dirigente ao olhá-la perguntou: "Você rema?" Com a resposta afirmativa de Carol, o convite para fazer parte da equipe do Vasco veio logo na seqüência com a proposta cobrindo triplamente a oferta do Flamengo.

Colecionando títulos

A partir dessa época, Carol passou a colecionar muitos títulos estaduais e internacionais. A atleta de Cristo quase ficou de fora dos jogos do Pan de 2007. Depois de um péssimo desempenho no remo em 2006, ela deixou de ser convocada por duas vezes no mesmo ano. Carol chegou a receber férias do clube e a notícia de que não iria competir nas eliminatórias para o Pan. "Tomei um posicionamento diante de Deus, comecei a clamar, pois achava que era muito injusto não ter oportunidade de mostrar meu trabalho. Pensei: ?Estão rindo de mim?. Me senti envergonhada", comenta.

Foi então que Confederação Brasileira de Remo convocando a chamou para uma reunião. A comissão técnica mudou de idéia na última hora e convocou Carol e sua parceira extra-oficialmente para a seletiva do Pan.

Durante quase quatro meses, Carol e sua companheira de equipe estiveram no sul do país com todos os convocados para disputar as vagas. Durante esse período, a atleta pôde provar o sobrenatural de Deus agindo em sua vida. Presenciou um crescimento técnico e físico proporcional ao seu crescimento espiritual. Além disso, recebeu um maravilhoso presente de Deus: a conversão de sua companheira de equipe, Amanda Costa.

Caroline é membro da Igreja Metodista do Jardim Botânico. Ela já conta com o apoio de todos os irmãos em Cristo através das orações, não só para os bons resultados dos atletas brasileiros, mas principalmente por uma revolução de Cristo na cidade do Rio de Janeiro durante o Pan.

Publicado no jornal Avante - 1ª Região Eclesiástica, junho de 2007

Colaborou Rogério Tanganellis

 


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