Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 20/09/2013

mulheres no Concilio Geral eleição episcopal

A eleição do Colégio Episcopal

A eleição para o episcopado revelou a dificuldade de se alcançar uma relação paritária no Colégio de Bispos e Bispa. Além de apenas uma mulher ter sido eleita, o foi somente no último escrutínio. Mais uma vez, se demonstra que há resistência à participação de mulheres em posições de liderança em estruturas de governo ou administração superior da igreja. Os padrões de escolhas camuflam a dominação masculina ou a predileção pelo poder masculino sob valores considerados normais. Os símbolos da normalidade escondem, muitas vezes, princípios de negação da alteridade e da inclusão que são formas de discriminação. Através da normalidade cultural a pessoa se sujeita às estruturas sociais e internaliza os valores propostos como normas de condutas inquestionáveis por serem considerados "naturais". Assume-se por exemplo, que é natural eleger bispos e não bispas , é "natural" que o governo seja exercido por homens e não por mulheres.

 

Fotos da eleição da bispa Marisa Coutinho, única mulher eleita para o Colégio Episcopal

As nomeações ad hoc ou comissões provisórias também privilegiaram indicações de homens, e um número mínimo de mulheres. A Comissão de Legislação que foi composta por nomes apresentados pelas delegações e entregues à Comissão de Indicação, segundo decisão de plenária, não incluía nenhuma mulher. O argumento dado de que esta Comissão já estava em andamento previamente ao Concílio apenas confirma o dado apontado acima, de que a inclusão de mulheres em comissões chaves ou em papéis considerados não tradicionais para as mulheres é feita com um número mínimo possível quando não totalmente zero.

• Veja também: protesto das mulheres mobiliza plenária


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