Publicado por José Geraldo Magalhães em Expositor Cristão, Educação | 01/07/2014 às 09:01:06


Reconhecimento internacional ao professor Almir Maia


Marcelo Ramiro / 
Humildade e lucidez não faltam para o metodista Almir de Souza Maia. Mesmo depois de receber a mais significativa honraria do segmento educacional metodista em todo o mundo - Prêmio Ken Yamada para Líderes Notáveis, com o troféu Chama da Excelência, manteve a postura exemplar. O prêmio valoriza educadores/as excepcionais que tenham feito contribuições significativas para a missão metodista ao redor do mundo. Saiba como o professor Almir se sente com essa importante conquista.
 
O que significa esse reconhecimento internacional para o senhor?
Almir Maia: Sinto-me feliz, afinal é um reconhecimento de dimensão internacional da comunidade educacional metodista. Ele tem um significado especial para mim, que coloquei a educação como ministério de vida. Entretanto, é com humildade que recebi o Prêmio e com consciência de que não construímos nada sozinhos e somos parte de um coletivo, onde há contribuição de outras pessoas. Assim, compartilho esta honraria com a minha família, Igreja Metodista, Instituto Metodista de Serviços Educacionais (Cogeime), bem como com a comunidade da educação metodista na América Latina, representada pela Associação Latino-americana de Instituições Metodistas de Educação (Alaime).
 
Qual a contribuição do metodismo brasileiro para a educação?
É inegável a contribuição da educação metodista ao Brasil há mais de 130 anos de forma institucionalizada. Somos uma comunidade numericamente pequena no Brasil, mas a Igreja Metodista tem uma contribuição missionária qualitativa a partir do trabalho educativo realizado pelas suas instituições educacionais, bem como pelas suas comunidades que se tornam espaços de educação cristã e capacitação para a vida. A educação confessional no Brasil passa, necessariamente, pela contribuição educacional metodista. 
 
Eu tive o privilégio de participar de muitos momentos e de manifestações públicas de autoridades brasileiras que reconheceram a contribuição da educação metodista no Brasil. Por exemplo, lembro-me de sessões especiais das Assembleias Legislativas de Minas Gerais, São Paulo e uma na Câmara dos Deputados (Brasília), ocasiões em que o Instituto Granbery, o Colégio Piracicabano e a Universidade Metodista de Piracicaba foram homenageados. 
 
Destaco, ainda, a atuação do Cogeime em vários momentos de interlocução com outras entidades e associações, governo, Câmara dos Deputados e Senado sobre programas e discussão de temas e legislação de interesse da educação e, também, do segmento confessional, como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases, Filantropia e Programa Universidade para Todos.
 
O mais relevante de tudo é saber que servimos e exercemos influência sobre uma legião de alunos/as, ex-alunos/as, docentes, funcionários/as que recebem o toque de nossa presença e mensagem. Todos/as são testemunhas da obra educacional metodista em tantos lugares e épocas. Não podemos esquecer a contribuição do Cogeime na interlocução para criação da Associação Brasileira de Educacionais Evangélicas (Abiee). A educação metodista brasileira ultrapassou também as fronteiras do nosso país e tem significativa influência internacional. Por exemplo, na criação da Associação Latino-americana de Instituições Metodistas de Educação (Alaime) e da própria IAMSCU o Cogeime teve um papel fundamental. 
 
Além disso, é preciso constatar que o mundo reconhece a liderança da educação metodista brasileira, haja vista que, atualmente, os presidentes da Alaime, da IAMSCU e o Coordenador do Comitê de Educação do Concílio Mundial Metodista são educadores metodistas brasileiros. Isso não acontece por acaso e nos dá uma dimensão de como o mundo está olhando com esperança para a educação metodista no Brasil, o que exige de nós muito mais compromisso e dedicação.
 

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