Publicado por José Geraldo Magalhães em Geral - 03/11/2011

Parcerias consolidam o Brasil no cenário do metodismo mundial

Liderança da educação metodista mundial se aproxima para prestar assessoria e aprender com experiências brasileiras

Os missionários metodistas norte-americanos chegaram ao Brasil no fim do século XIX cheios de paixão evangelística e zelo pela educação. Além de igrejas, as sementes plantadas renderam uma forte Rede com Escolas e Universidades pelo país afora. Hoje são mais de 63 mil alunos. Passados 81 anos da autonomia, a Igreja Metodista do Brasil desponta no cenário mundial e a educação tem sido um carro chefe.

O último Concílio Mundial Metodista, em agosto deste ano, mostrou a força da igreja brasileira. O Bispo Paulo Lockmann foi eleito presidente e o Amós Silva do Nascimento foi reconduzido para um segundo mandato como presidente do Comitê de Educação. “É o reconhecimento de um trabalho que vem sendo desenvolvido. As lideranças brasileiras na área da educação estão despontando e conversando de igual para igual com pessoas ao redor do mundo”, declara Amós Nascimento.

Parcerias – As conquistas são recentes, mas os resultados já são nítidos. Entre os últimos dias 22 e 24 de outubro, dois representantes da Junta Geral de Educação Superior e Ministério da Igreja Metodista Unida, USA, estiveram no Brasil. Trata-se do Dr. Ken Yamada – Secretário Especial da Junta e responsável pelo Fundo Global de Educação Metodista para o Desenvolvimento de Liderança e do Dr. Geraldo Lord – Secretário Geral da Junta e Secretário Executivo da Associação Internacional de Escolas, Faculdades e Universidades Metodistas (IAMSCU).

Reuniões foram feitas nas duas Universidades Metodistas – UNIMEP e UMESP, com o Vice Reitor Dr. Gustavo Jacques Dias Alvim (UNIMEP) e com o Reitor Dr. Marcio de Moraes (UMESP). Também na UMESP houve visita e reunião com o Reitor da Faculdade de Teologia, Rev. Dr. Paulo Roberto Garcia, com quem a Junta mantém cooperação no Projeto Solidariedade – África (que oferece treinamento para pastores e pastoras, assim como professores de teologia de Moçambique e Angola).

O Dr. Ken Yamada e o Dr. Geraldo Lord estavam acompanhados por Amós Silva do Nascimento e Rev. Luis Cardoso - Secretário Executivo do COGEIME – Instituto Metodista de Serviços Educacionais. A intenção da visita foi estabelecer contatos para o aprofundamento, consolidação de parcerias e cooperação mútua.

O COGEIME mantém convênios com a Junta de Educação Superior e Ministério (GBHEM) da Igreja Metodista Unida, desde a década de 80. Em 2008, foi firmado um acordo por meio do qual o COGEIME passou a coordenar na América Latina os programas do Fundo Global Metodista de Educação para Desenvolvimento de Liderança (ligado à GBHEM).

“Observamos um crescimento econômico importante no Brasil. A educação pode criar oportunidades e empregabilidade para promover as pessoas. Por isto estamos aqui. As instituições metodistas exercem um papel muito importante na formação de profissionais. Queremos colaborar para que as Instituições possam cumprir esta missão”, explica o Dr. Ken Yamada.

Tradição – A história do metodismo está diretamente relacionada com a educação. João Wesley pregava aos pobres, percebeu a carência educacional e investiu neste seguimento. O movimento cresceu, foram criadas escolas, hospitais e orfanatos. Mais de duzentos anos depois, o vínculo da teologia com a educação permanece.

“Este é o diferencial das Instituições Metodistas. Unimos valores cristãos e qualidade de ensino. Imagine só o número de estudantes que temos alcançado! Imagine o impacto que estas instituições têm ao redor do mundo, dando boa formação e passando uma mensagem de amor ao próximo!”, aponta o Dr. Geraldo Lord.

Gestão – Em todo o mundo, são mais de 800 Instituições de Ensino Metodista. O desafio de todas é manter os princípios bíblicos diante do ambiente de formação acadêmica. Para o Reitor da Universidade Metodista de São Paulo, Umesp e também Diretor da Rede de Educação Metodista, Márcio de Moraes, estabelecer conexão com outros países é essencial.
“As parcerias podem, com certeza, nos ajudar neste processo de retomada do exemplo da educação metodista no Brasil. Atualmente não estamos andando como locomotiva, mas, como o primeiro vagão do trem. A gente quer voltar a ser locomotiva e discutir temas educacionais como já fizemos”, argumenta Márcio de Moraes.

Mesmo diante de um momento delicado para as Instituições de Ensino no Brasil, a postura é pró-ativa.  Amós Silva do Nascimento argumenta que a melhor estratégia é continuar atraindo a atenção de Instituições ao redor do mundo. “Ninguém vai chegar aqui e assinar um cheque em branco, mas nós temos conseguido atrair o interesse que gera investimentos”, declara.

O tempo de incertezas tem sido também de oportunidades. O Fundo Global Metodista de Educação quer contribuir com a rede de ensino metodista. “Nossa ajuda é oferecer uma assessoria técnica para aperfeiçoar a gestão. Não estamos aqui para mostrar uma fórmula. Somos amigos e parceiros para trabalhar juntos. Queremos ajudar, mas também desejamos aprender com o que já tem sido feito aqui”, revela.

Marcelo Ramiro


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